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Notícias 04/jan/2022
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Em 2021 um número recorde de novos projetos solares foram registrados na ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Mas a nova legislação de geração distribuída, atualmente aguardando ratificação, verá uma nova corrida de projetos solares à medida que os desenvolvedores buscam evitar novas cobranças graduais pelo uso de redes de transmissão por meio das TUSD (Tarifas de Uso do Sistema de Distribuição).

A legislação propõe uma transição de 10 anos do modelo atual, com projetos já conectados à rede autorizados a operar de acordo com as regras existentes até 2045.

A nova legislação fará com que os desenvolvedores avancem rapidamente com os projetos, em um esforço para superar as tarifas mais altas para que possam oferecer contratos de compra de energia, ou Power Purchase Agreement (PPAs), mais baratos a compradores externos pelo maior tempo possível.

Em 2021, a capacidade solar instalada no Brasil atingiu 12 GW e, antes que as mudanças fossem delineadas, em setembro de 2020, a carteira de projetos renováveis ​​registrados em desenvolvimento era de 8,7 GW.

Esse número, no entanto, mais do que dobrou depois que a lei foi proposta, em março, atingindo 18 GW, com a energia solar representando a maior parte da nova capacidade.

Reduzir ou remover subsídios renováveis pode frequentemente resultar na queda de novas aplicações de projetos, como no Reino Unido, com reduções sucessivas – e a eventual remoção – do FIT (Feed in Tariff). É esperado que a indústria brasileira faça uma pausa e um balanço.

No entanto, o mercado solar continuará crescendo fortemente, respondendo aos impulsionadores fundamentais que levam à adoção da energia solar e à redução do custo dos painéis fotovoltaicos.

Esperamos ver mais investimentos em parques solares e uma maior aceitação no mercado residencial, à medida que os consumidores procuram gerenciar seus crescentes custos de energia doméstica.

A longo prazo, a nova lei também melhora o ambiente financeiro, o que estimulará o investimento estrangeiro em projetos de energias renováveis, abrindo acesso a um leque mais amplo de opções de financiamento.

ESG: cada vez mais importante

Em abril de 2021, em uma cúpula do clima patrocinada pelos Estados Unidos, o Brasil se comprometeu a atingir emissões de carbono zero até 2050 (compromisso reforçado em novembro, durante a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), uma previsão 10 anos mais cedo do que o planejado anteriormente.

Embora haja muito ceticismo bem fundamentado em relação às promessas ambientais e climáticas do presidente Jair Bolsonaro, vale ressaltar que líderes de 30 das principais empresas do país sugeriram essa promessa em uma carta aberta ao presidente do país.

As empresas brasileiras estão cada vez mais preocupadas com o meio ambiente e com questões mais amplas de reputação, à medida que questões ambientais, sociais e de governança, as ESG, se tornaram elementos constantes nas agendas da diretoria desses negócios.

Evidentemente, a ESG está intrinsecamente ligada às finanças, e o Brasil não é diferente de qualquer outro país nesse aspecto. As evidências estão aí para provar. Do dinheiro investido na BlackRock Brasil durante o primeiro trimestre de 2021, mais de um terço foi destinado para fundos ESG negociados em bolsa.

A pressão contínua de indígenas e empresas internacionais está, lenta, mas seguramente, forçando o governo do Brasil a agir sobre o clima. Essa mudança de abordagem ajudará a remover uma barreira importante para o investimento internacional na infraestrutura verde do Brasil.

Agricultura: uma revolução tecnológica

A agricultura é responsável por cerca de 1 em cada 10 dos empregos no Brasil e acrescenta mais de 4% ao PIB do país. O Brasil é o maior produtor mundial de muitas commodities essenciais, incluindo açúcar, café e suco de laranja.

Há uma revolução acontecendo no mundo da agricultura e envolve o uso de tecnologia – ou ‘agritech’ – para melhorar o rendimento das colheitas, reduzir o uso de produtos químicos prejudiciais e proteger o solo.

A tecnologia está sendo aplicada de várias maneiras. Por exemplo, o uso de câmeras e de drones que podem identificar e remover ervas daninhas sem a necessidade de pulverização em massa de produtos químicos. Ou mesmo o plantio de sementes de vagens do ar.

A análise de dados de satélite pode ajudar a informar exatamente onde – dentro de alguns metros – as safras se beneficiaram com a aplicação de fertilizantes e em que quantidade. A previsão do tempo mais precisa usando estações climáticas locais permite que os produtores planejem o plantio, proteção e colheita para maximizar a produção.

De acordo com uma pesquisa de 2020 da McKinsey & Company, firma global de consultoria estratégica, o alcance da agricultura digital no Brasil é maior do que nos Estados Unidos – e está aumentando.

Os agricultores brasileiros estão adotando a tecnologia para ajudá-los a cultivar e processar alimentos de forma mais lucrativa e sustentável. Os painéis solares são aliados naturais da tecnologia na revolução agrícola sustentável.

Os parques solares podem fornecer a tão necessária energia para áreas remotas e fora da rede, permitindo que a planta de processamento, irrigação e equipamentos agrícolas se beneficiem de eletricidade limpa com preços previsíveis. A expectativa é de que a agricultura seja um dos principais impulsionadores da energia solar fora da rede em 2022.

Alguns produtores já estão percebendo os benefícios de combinar energia solar e cultura alimentar na mesma terra. Esta abordagem maximiza o aproveitamento da área e permite o uso de energia solar fotovoltaica para melhorar as condições de cultivo.

Por exemplo, em regiões quentes, os painéis solares podem ser usados para fornecer sombreamento à cultura durante a parte mais quente do dia, ajudando a prevenir a evaporação da água e reduzindo a necessidade de irrigação. Montados no solo, os painéis solares também são compatíveis com animais menores de criação livre, como galinhas e ovelhas.

Nova geração

Historicamente, a abundância de energia hidrelétrica no Brasil garantiu que sua matriz energética fosse de baixo carbono. No entanto, existem problemas crescentes com o envelhecimento da infraestrutura e, nos últimos anos, a geração tem sido irregular devido ao efeito da seca nos níveis dos rios.

O desaparecimento da energia hidrelétrica está alimentando o crescimento da energia solar e de outras formas mais sustentáveis ​​de energia renovável. Na verdade, na última década, a produção de energia eólica do Brasil cresceu 20 vezes e agora fornece 11% da eletricidade do país, com 20 GW de capacidade instalada.

Além de atingir altos níveis de insolação que beneficiam a geração solar, no Brasil também venta muito. Durante 2020, o fator de capacidade eólica foi superior a 40% em comparação com uma média global de 35%. E com 7.400 km de costa atlântica, vemos uma oportunidade significativa para o setor eólico offshore no Brasil.

Junto a solar, a energia eólica tem um futuro promissor no Brasil e esperamos ver um crescimento forte e contínuo ao longo de 2022, com o surgimento de novas oportunidades para a tecnologia eólica offshore flutuante.

Hidrogênio: a oportunidade

Com uma abundância de energia renovável, o Brasil está bem posicionado para lucrar com a economia do hidrogênio. Durante 2021, o Ceará anunciou planos para construir uma usina de hidrogênio verde de 600 mil toneladas por ano, o que a tornaria a maior do mundo. Além de ajudar a descarbonizar a economia industrial brasileira, o estado pretende exportar o hidrogênio que produzirá.

O hidrogênio pode desempenhar seu papel na transição energética, fornecendo armazenamento de energia para microrredes, ou seja, sistemas de energia híbrida que compreendem geração e armazenamento renováveis, que fornecem acesso à eletricidade 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Microrredes são redes de energia locais autossuficientes que podem servir a comunidade de um bairro, campus ou empresa, e podem operar paralelamente à rede de energia existente ou de forma totalmente independente.

Atualmente, as baterias fornecem a maneira mais direta de armazenar energia, mas o hidrogênio também está se tornando mais viável à medida que o preço do equipamento especializado cai.

Esperamos ver projetos brasileiros de infraestrutura de hidrogênio mais substanciais anunciados em 2022, com uma ampla variedade de aplicações.

Crescendo a economia verde

Apesar do fraco histórico ambiental do governo, o Brasil continua bem posicionado para se beneficiar do investimento em sua economia verde ao longo de 2022.

As propostas legislativas mais recentes vão trazer segurança jurídica tanto aos contratos quanto aos consumidores, que terão os seus direitos garantidos e respeitados.

E, em um movimento projetado para encorajar o investimento interno, o governo também cancelou as taxas de importação sobre equipamentos solares fabricados no exterior.

Se o país deseja sustentar uma economia forte, uma infraestrutura de energia confiável é essencial. Novas políticas que apoiam o investimento verde também fornecem às empresas energia confiável de baixo carbono, impulsionam a economia em geral e criam empregos em energia limpa.

Os investidores estrangeiros continuarão a apoiar o renascimento verde do Brasil durante 2022. Tomar medidas urgentes e confiáveis ​​para interromper o desmatamento e a destruição ambiental poderia abrir portas para o investimento estrangeiro.

Fonte: Canal Solar

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